HISTÓRICO
Manoel Martins (02/01/1915 – 17/06/1993), quilombola popularmente conhecido como “Seu Pequenino”, foi um grande violeiro, incentivador e folião das folias de reis, grande referência em cultura popular na região onde está inserida a Comunidade Quilombola Campinho da Independência.
Hoje a Comunidade é um Ponto de Cultura que recebe o nome de Manoel Martins, trazendo muitas pessoas de várias gerações de volta à prática da cultura tradicional, como forma de garantia da unidade e da continuidade do grupo.
O PROJETO
Com 7 diferentes oficinas (jongo, percussão, capoeira, confecção de tambores, cestaria, cerâmica técnica e cerâmica artística) o projeto que conta ainda com o voluntariado para as aulas de cidadania, foi pensado à partir da necessidade que a comunidade tinha de resgatar muitos valores deixados para traz, num processo lento e continuado que surgiu à três décadas, quando o quilombo foi cortado pela Rodovia Rio - Santos, um dos grandes projetos de desenvolvimento nacional implementado no período da ditadura militar.
O projeto visa capacitar 300 pessoas de várias faixa etárias, através de oficinas de capoeira, percussão, jongo, confecção de tambores, cestaria, cerâmica artística e cerâmica técnica, afim de preservar as tradições da comunidade e propiciar o acesso a formação cultural.
RESULTADOS JÁ ALCANÇADOS
O Projeto Cultural Manoel Martins apresenta em seus 08 meses de realização, eficientes resultados, e está sendo considerado um avanço para a comunidade, tanto do ponto de vista cultural, social, bem como econômico.
As festas tradicionais religiosas tem acontecido de forma participativa, harmoniosa e sem contratempos, lembrando os tempos antigos, com os festeiros trazendo os antigos ritos de ladainhas.
Os participantes das oficinas, além de participar das atividades do projeto, estão cada vez mais interessando pela questão social que envolve a comunidade. Hoje os problemas sociais são discutidos entre o grupo com maior maturidade e sem falar na auto-estima que as aulas estão proporcionando as pessoas.
Sobre a economia da cultura, hoje já se tem novas perspectivas dentro da comunidade, os grupos culturais acabaram se tornando atrações para o projeto de turismo, o número de artesãos cresceu 200% aproximadamente, e a variedade de produtos aumentou significativamente, subindo o faturamento da casa-de-artesanato em 300%. As crianças da comunidade têm produzido verdadeiras obras de arte nas aulas de cerâmica técnica, saindo temáticas da cultura quilombola.
Hoje a comunidade tem aproximadamente 450 pessoas e 70% da comunidade está sendo atendida com este projeto. Mesmo quem não está participando das aulas esta se envolvendo, porque os filhos, vizinhos e amigos participam. O projeto na verdade está reunindo as gerações do quilombo, proporcionando a troca de conhecimentos e construção dos saberes.
RESULTADOS ESPERADOS
Através do Projeto Cultural Manoel Martins, a principal intenção é resgatar a cultura e o conhecimento tradicional, que ao longo do tempo vem sendo perdida, além de elevar a auto-estima e integrar socialmente nossa comunidade através dos cursos.
Também é intenção do grupo contribuir através de palestras, com a história da luta e do conceito de comunidade quilombola, na luta contra a discriminação e o preconceito racial.
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