PROJETO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO QUILOMBO CAMPINHO DA INDEPENDÊNCIA

HISTÓRICO

O Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Quilombo Campinho da Independência é mais uma iniciativa da AMOC, que se torna possível à partir de uma articulação feita pela SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) junto à PETROBRÁS (Petróleo Brasileiro S/A) além de outros parceiros envolvidos como MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) e FUBRA (Fundação Universitária de Brasília).

Essa iniciativa do governo federal, de apoiar ações comunitárias em comunidades quilombolas com recursos da PETROBRÁS, está acontecendo outras nove comunidades quilombolas além de Campinho da Independência, à saber: Quilombo de Sumidouro e de Tapuio (PI), Quilombo da Machadinha (RJ), Quilombo de Ivaporunduva (SP), Quilombo de Castainho (PE),Quilombo do Rio de Contas (BA), Quilombos de Oriximiná (PA), Quilombo Mocambo (SE) e Itamataiuia (MA).


O PROJETO

Pelo fato de ser Paraty um município que sobrevive basicamente do turismo, a Comunidade Quilombola Campinho da Independência encontrou no Turismo Étnico uma nova forma de sustentabilidade do grupo, e esse por sua vez, está ligado a outras atividades desenvolvidas historicamente dentro da comunidade.
O Turismo Étnico é um projeto que visa o desenvolvimento econômico da comunidade fundamentado em um conjunto de ações como: Cultura Afro-Brasileira, Agricultura, Artesanato, Meio Ambiente e Gestão de qualidade.

DESENVOLVIMENTO DAS AÇÕES

As diversas ações são pensadas de forma a dar a sustentação ao projeto como um todo. As ações são integradas, por exemplo, a fábrica de ração dá sustentabilidade a avicultura, suinocultura e piscicultura. Toda produção agrícola por sua vez abastecerá o restaurante que está sendo construído para atender os turistas da região de Paraty.
As ações ligadas ao meio ambiente também estão integradas, onde grande parte das áreas de reflorestamento serão unidades de agroflorestas, cujas mudas virão do viveiro local, onde serão produzidas à partir das sementes coletadas nas matrizes encontrada na própria comunidade. As lixeiras espalhadas pelos espaços públicos da comunidade, são construídas pelos artesãos locais, e toda produção artesanal, maior fonte de geração de renda da comunidade está ligado ao uso sustentável dos recursos naturais.
Com relação a cultura afro-brasileira, o projeto complementa outras ações desenvolvidas dentro da comunidade, apoiando os grupos de capoeira, percussão, jongo, e deixando como registro histórico um CD que será gravado, contendo composições antigas feitas por pessoas que viveram na comunidade em outras gerações.
RESULTADOS JÁ ALCANÇADOS

  • Início da construção do restaurante;
  • Geração de trabalho na construção do restaurante e na limpeza da trilha e da agrofloresta;
  • Criação do Centro de Referência;
  • Aumento do faturamento na casa de artesanato;
  • Convite para apresentação cultural do jongo do Campinho;
  • Aquisição de equipamentos para escritório;
  • Criação de material para divulgação;

RESULTADOS ESPERADOS

A partir da implantação do projeto, nossa expectativa é fazer com que a comunidade seja auto sustentável através do turismo, explorando nossas potencialidades turísticas conscientemente, preservando o meio ambiente e conservando nossa cultura.